Informática para Concursos – uma infinidade de situações.
Estudar Informática para concursos públicos tem sido, para a maioria dos concurseiros, uma enorme dor de cabeça. É que a disciplina, ao contrário de muitas outras, é de uma complexidade técnica extremamente peculiar, sendo dominada, geralmente, apenas por pessoas que por se voltarem apenas para o conhecimento técnico deixam de possuir características que permitam, com simplicidade e linguagem acessível àqueles que não da área, o repasse do assunto – é a já famosa, e tão combatida dentro das instituições, linguagem do “tecniquês”. Como se não fosse o bastante para tamanha dificuldade de domínio do assunto, a disciplina sofre constantes e grandes mudanças no conteúdo a ser explorado pelas bancas examinadoras. Tais mudanças são conseqüências do avanço tecnológico e da popularização do seu uso. E, cada vez mais, estas mudanças ocorrem em menor espaço de tempo.
Atualmente, muito se fala (e se vê) em Software Livre. Exemplos desta linha de programas são o Linux (concorrente do Windows) e o BROffice (concorrente do MS Office – com o Word e Excel, principalmente). Tais programas, já adotados pelo Governo Federal e por alguns governos estaduais, estão mudando o perfil de conhecimentos necessários, em Informática, para a conquista de um bom cargo através de concurso público. É oportuno considerar que tais mudanças ocorrem com maior velocidade naquilo que se refira a softwares livres pois, como são gratuitos, a sua adoção pelos governos pode se dar de forma quase que imediata, sem a necessidade de licitações ou outros trâmites que tornem a adoção complexa. Assim, fica a cargo das instituições que precisando de novos servidores apontar o que desejam que conste de um edital, propiciando que o quadro se renove também no quesito conhecimento de programas necessários à produtividade funcional.
Dois anos atrás, nada de Linux nem de BROffice era objeto de concurso público. Hoje, eles se somam, nos editais, ao Windows e ao MS Office. Nos próximos dois anos, a tendência é que, principalmente, as mudanças sejam na quantidade de opções constantes de um edital, se adotando ou não software livre e se incluindo ou não novas aplicações, como por exemplo o Sistema Operacional que por vir, da Google (Google Chrome OS) e o próprio browser da Google (Google Chrome). Claro que muitos outros programas estarão surgindo, principalmente gratuitos.
Quanto a alguns pontos específicos, como conhecimentos básicos de microinformática (memórias, funcionamento de um pc, dispositivos, etc) e segurança da informação (conceitos e procedimentos) as mudanças, apesar de ocorrerem, não têm uma velocidade tão grande, nem tão grande é sua aceitação ao ponto de se tornarem populares e serem objeto de constantes mudanças ou atualizações em conteúdos programáticos.
É oportuno enfatizar que, para a conquista do cargo público, não é imprescindível ser um expert em Informática, mas estar bem orientado no que deva ser estudado, sabendo bem o que e como cada assunto tem sido tratado nos certames públicos. Também cabe um outro ponto: a Informática que constante em uma prova de concurso é bem diferente daquela que objeto de trabalho no dia a dia, por profissionais da área. Estes, precisam perceber até onde se deve ir na avaliação de uma questão, se mais ou menos criteriosa, se do ponto de vista técnico ou do usuário. Dependendo da linha de raciocínio que seja seguida, pode-se ter uma infeliz surpresa na saída do gabarito. Para resumir bem como se deve estudar, posso afirmar: resolva, à exaustão, questões de concursos, esteja próximo de bons professores e de um bom material.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
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